Programa da Cimeira das Democracias

Programa Preliminar Open Day 2018


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Cimeira das Democracias 2018

A Liberdade de Expressão Hoje

No próximo dia 19 de abril os alunos da disciplina de Ciência Política do Colégio do Sagrado Coração de Maria, vão participar na Cimeira das Democracias que vai ter lugar no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica de Lisboa.
Este encontro anual realiza-se para estimular a reflexão e o debate sobre o valor da Democracia na atualidade e na vida de cada um de nós, incentivando os jovens a uma pesquisa sobre princípios e processos políticos da maior importância para a perceção das nossas sociedades livres, plurais e abertas num espaço não só nacional ou europeu, mas global.
As transformações políticas atuais, e o papel crescente das novas tecnologias e novos meios de comunicação dão o mote do encontro deste ano subordinado ao tema: “Liberdade de Expressão Hoje”.
A preparação da nossa participação passa, neste momento pela elaboração da apresentação das duas equipas, em representação a Croácia e a Suécia, e pela pesquisa e aprofundamento dos temas que vão estar em debate nas cinco comissões especializadas, onde se vão discutir e elaborar as Moções em defesa da liberdade de expressão.
O entusiasmo é já grande e a responsabilidade também!
Esta é uma oportunidade de participação num evento que aproxima os alunos finalistas do secundário da experiência universitária e também uma maneira de experimentarem o ambiente que se vive numa cimeira internacional.
Continuaremos a dar notícias!


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Turismo, Problema ou Oportunidade?

Portugal é, presentemente um destino preferencial do Turismo.
Todos já nos confrontamos com a cidade de Lisboa cheia de estrangeiros que conferem à capital um toque cosmopolita e dinamizam a economia. Mas também já começamos a sentir efeitos menos agradáveis. Foi para refletir sobre este assunto que os alunos de Ciência Política de 12º ano prepararam e fizeram mais um debate em sala de aula.

Argumentos que sustentam o crescimento do Turismo:
• O turismo é o segundo motor mais potente da economia portuguesa (em 2017) ;
• As receitas do turismo cresceram duas vezes mais depressa que o número de turistas a visitar Portugal;
• Até novembro (2017), os estrangeiros trouxeram 3,2 mil milhões de euros para Portugal, um aumento de cerca de 17% em relação ao período homólogo do ano anterior.
“O que o turismo está a fazer é uma verdadeira transformação do ponto de vista das condições económicas, de emprego, de investimento, de inovação, de visibilidade externa da cidade e de motor de desenvolvimento e de dinâmica como há muito não se via”, Fernando Medina

Argumentos que defendem a limitação do crescimento do turismo:
• Quem fica com a maioria dos proveitos do crescimento do turismo são as empresas internacionais que gerem as cadeias de hotéis, restaurantes ou lojas e as entidades locais que têm de gerir os recursos naturais e impactos culturais têm menores lucros.
• As rendas dispararam muito por causa dos arrendamentos locais (ex: Airbnb, HomeAway).
A circulação em certas áreas é impossível e os preços também. A Lisboa e o Porto de que os turistas tanto gostam vão desaparecendo a cada dia pois vão-se descaracterizando.
• Assistimos hoje a uma perda de identidade cultural em Lisboa, os bairros estão a mudar de residentes, o comércio de bairro está a acabar e a cidade está cada vez mais “lotada”.

Exemplos:
• Os representantes municipais de oito capitais e cidades europeias decidiram escrever à Comissão Europeia um protesto contra as regras aplicáveis à plataforma de arrendamento Airbnb. Os municípios das cidades de Barcelona, Madrid, Bruxelas, Paris, Cracóvia, Viena, Reiquejavique e Amesterdão subscrevem a carta, sentindo que as enchentes de turistas estão a tornar-se incontroláveis;

Conclusões do debate:

• Temos sempre que ter em conta que o turismo tem um forte impacto nas receitas portuguesas.
• São precisos instrumentos que acautelem as consequências do excesso de turismo: desde medidas fiscais a favor da habitação permanente até limitações à construção de mais hotéis no centro e imposição de limites ao alojamento local. As hipóteses são múltiplas (limite ao número de cruzeiros que atracam nos portos de uma cidade, ou ao número de autocarros, voos diários ou quartos de hotel disponíveis).
• É necessário que o debate se faça, e não se transforme a política de turismo num tabu que ninguém questiona porque prefere colher os lucros de hoje a ter que pensar o amanhã.
“A cidade pode ter turistas, mas os turistas não devem ter a cidade”—Doug Lansky;
• É necessária regulamentação quer a nível dos transportes turísticos (no caso TukTuk) quer a nível dos arrendamentos locais (Airbnb, HomeAway) visando manter as características locais.

• Em Barcelona ou Berlim estão a tentar reverter as consequências do turismo de massas, limitando, por exemplo, o alojamento local;
• Dois mil cidadãos de Veneza marcharam este mês contra o excesso de turismo que está a expulsá-los da sua cidade.

Filipe Ponte 12ºD


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Debate na sala de aula: O papel das tecnologias na escola?

O uso das tecnologias nas escolas é um assunto cada vez mais explorado na comunidade educativa e na sociedade atual.

Cada vez mais incorporamos no nosso dia à dia os diferentes dispositivos eletrónicos que a tecnologia tem para oferecer. Hoje, são sobretudo as crianças e jovens, quem melhor os domina. Este uso quotidiano faz com que o debate sobre o seu uso nas escolas se tenha tornado um tópico de importante discussão, pesando os argumentos a favor e aqueles que alertam para os problemas que se podem desenvolver devido ao seu uso excessivo.

Numa notícia colocada no site da TVI24, no dia 23 de janeiro de 2018, dá-se conta da celebração do Dia Mundial da Escrita à Mão, de modo a valorizar e  incentivar as crianças e jovens, bem como pessoas de todas as idades, a escrever à mão, ao invés de recorrer aos célebres teclados. De entre vários testemunhos, destaca-se o do neurologista Alexandre Castro Caldas, que o artigo cita:

“É preciso desenvolver a escrita à mão quando se é criança, porque ela favorece a elasticidade do cérebro, o que vai permitir desenvolver outras capacidades cognitivas como decorar ou exprimir pensamentos de forma mais clara”.

Outra notícia do site MS Notícias, do dia 17 de janeiro de 2018, enumera algumas das vantagens de incorporar as tecnologias no ensino, e as suas vantagens. O artigo afirma:

“A aprendizagem digital desperta maior interesse e prende a atenção dos alunos.”

“As tecnologias permitem um mais fácil acesso a alunos que tenham dificuldades e aprendizagem, como portadores de deficiência, ajudando-os a superar as suas limitações e a desenvolver ao máximo o seu potencial.”

“As tecnologias permitem aos alunos aceder a informação em tempo real e atualizada. Isto facilita o debate social, sendo que o acesso à informação é melhor e mais rápido.”  

Esta temática é ainda abordada um artigo do Diário de Notícias, de 17 de março de 2016, que não apresenta uma posição clara, sendo que afirma apenas que a tecnologia nas escolas é “algo inevitável”.

Após a exposição destes artigos aos alunos, foi realizado o debate, com objetivo de entender quais as suas perspetivas face ao tema. Foram colocadas as seguintes questões:

-São ou não a favor da maior implementação de tecnologias nas escolas?

-Acham que a educação está no caminho de se tornar completamente tecnológica?

-Pensam que o sistema de educação em Portugal necessita de reformas, no sentido de se tornar mais “moderno” e inserir mais tecnologias?

A troca de ideias foi muito viva e os alunos da turma assumiram diferentes posições, que passo a resumir da seguinte forma:

Todos concordaram que é necessário haver equilíbrio no uso de tecnologia em sala de aula, aproveitando as suas potencialidades, sendo que não é benéfica quando utilizada em excesso.

Foram partilhadas algumas experiências pessoais positivas em que o emprego das tecnologias funciona como um bom auxiliar de estudo, mas, foi também lembrada a experiência pessoal de uma aluna que frequentou uma escola em que toda a tecnologia “fica à porta”, privilegiando-se aqui um maior contacto coma natureza. Esta experiência foi completada com uma notícia da imprensa britânica, em que os pais eram encorajados pela escola a não permitir este mesmo uso também em casa.

Se é certo que os alunos consideram na sua maioria, o uso da tecnologia como essencial, pensam que é importante que este seja criterioso.

Muito importante será para estes alunos, pensar este assunto de forma mais  alargada tendo em conta o impacto cada vez maior que a tecnologia tem na forma como todos vivemos!

Benedita Sá E Cunha, 12ºE

 


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Legalização de Canábis para Fins Medicinais em Portugal

Na passada sexta-feira dia 19 de fevereiro, foi levado para debate em aula de Ciência Política a proposta presentemente em discussão, de aprovação da legalização de canábis em Portugal, para fins medicinais. Este trabalho teve como objetivo dar a conhecer aos meus colegas as diversas posições e argumentos sobre este assunto de maneira a proporcionar uma troca de ideias.
A proposta de lei foi originalmente apresentada pelo Bloco de Esquerda, ganhando o apoio do PAN e alguma resistência pela parte do CDS e PCP. O PS e PSD mostram-se neutros.

O projeto lei defende que:
• «A legalização permitiria o acesso à canábis, em condições reguladas e com garantia de qualidade e segurança, por parte dos milhares de doentes que dela poderiam beneficiar.»
• A planta tem efeitos benéficos no controlo na dor e sintomas associados a doenças neuromusculares, na regulação do apetite, no tratamento do glaucoma, na diminuição de efeitos secundários negativos de tratamentos oncológicos.
• A prescrição seria feita através de uma receita especial e só poderia ser dispensada em farmácias.
• Seria também autorizado o auto cultivo para auto consumo, «mediante uma licença passada pelo Ministério da Saúde».
• «O consumo, aquisição, detenção e cultivo para consumo próprio nestas circunstâncias não são nem contra ordenação nem crime, prevendo que para esse consumo acontecer seja necessária uma ‘receita médica especial’» e é necessário «de obter uma receita médica e a autorização para o cultivo, e definir contra ordenações para quem infringir as regras estabelecidas».

De seguida, foi apresentado um artigo que confrontava a opinião de dois especialistas quanto ao assunto:

• Um Neurologista, a favor, argumenta com o facto de canábis criar tanta dependência como calmantes. Refere também os resultados positivos da planta no tratamento de doenças neurológicas, epilepsia e até tumores. Para além disso, sugere que como alternativa ao fumo, que canábis seja consumida através de aerossóis, comida ou óleos. Quanto ao consumo para fins recreativos, o médico sugere que este já existe, mas se legalizado, seria mais seguro, garantia a qualidade e as suas fontes seriam mais fidedignas.
• Um Professor de Toxicologia, mostra-se menos a favor desta legalização, relembrando os inúmeros malefícios, tal como a dependência, depressão, problemas de memória, desorientação, alucinações e, quando fumada, pode ser cancerígena. Defende também que a legalização do auto cultivo é o “primeiro passo para a generalização do uso recreativo” de canábis, relembrando a crise da Madeira em 2012, que na venda legal de drogas não regulamentadas causou o internamento e morte por overdose de dezenas de pessoas.

Os colegas mostraram-se bastante ativos no debate. Praticamente todos participaram e chegaram a consenso quanto a alguns tópicos, como:
• Foram sensíveis ao facto de o uso desta substância poder aliviar o sofrimento dos doentes.
• Ficou em aberto se a canábis é a única substância capaz de aliviar o sofrimento, e se eventualmente não poderia ser substituída.
• Ficou também registada a preocupação quanto à eficácia do controle na sua dispensa:
o A dificuldade em garantir que o uso da canábis fica exclusivamente para fins medicinais.
o A preocupação relativamente ao  auto cultivo, que  poderia também facultar o acesso à canábis para fins recreativos.
o Como eventual solução para estas questões os alunos referiram que, a dispensa deste produto devia ser feita apenas em farmácias hospitalares e sob forma alternativa ao fumo: aerossóis, comida ou óleos, seguindo a sugestão do professor do neurologista.

Para a realização deste trabalho foram consultados os seguintes artigos:
• http://expresso.sapo.pt/politica/2017-11-18-BE-faz-audicao-publica-sobre-liberalizacao-do-consumo-de-canabis
• http://expresso.sapo.pt/sociedade/2018-01-09-Medicos-enfermeiros-e-doentes-pedem-legalizacao-da-canabis-para-fins-terapeuticos
• http://expresso.sapo.pt/sociedade/2018-01-14-Canabis-Grecia-vai-autorizar-uso-terapeutico-em-breve
• http://expresso.sapo.pt/dossies/diario/2018-01-12-Deve-se-permitir-o-uso-de-um-psicotropico-potente-ou-admitir-que-seja-usado-como-os-calmantes-
• http://expresso.sapo.pt/politica/2018-01-11-Um-passo-que-peca-por-tardio-ou-um-retrocesso-ao-tempo-dos-chas-e-mezinhas–O-que-os-partidos-dizem-sobre-a-canabis-para-fins-medicinais

Por Raffaella Tomaiuolo, 12º E


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Política Cimeira

 

Este espaço pretende ser um campo de debate da realidade contemporânea feita pelos alunos da disciplina de Ciência Política do 12º ano.

Queremos aqui divulgar o que trabalhamos em aula e abrir à comunidade educativa a oportunidade de participar nas discussões dos temas que mais nos motivam.

Esperamos por si!

 


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